| O que fomos. O que somos. O nosso património. Religiosos ou militares, os monumentos são parte integrante da história regional transmontana. Irmanam-se com a natureza agreste que os contempla e acaricia. Debruçam-se nas torrentes tranquilas ou caudalosas dos rios onde se espelham. Dólmenes e catedrais são testemunho da realidade transcendente do divino na vida do homem. O castelo fala-nos de colonização e empenhamento militar na delimitação de fronteiras. Torres de menagem e de colegiadas apregoam o compromisso de classes sociais diferentes na consecução do mesmo ideal. Bispados e senhorios, concelhos e homens bons, geraram formas políticas, religiosas e administrativas, necessárias para a integração de uma comunidade. | |
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As nossas gentes. As nossas tradições. Este estar aqui! O Nordeste Transmontano é a terra e o homem, também o forno e a forja, a fonte e o moinho. A benção protectora dos cruzeiros de tez morena dulcificou a imponência granítica de um património valioso que deve visitar. |
| Com grande diversidade climática e paisagística bem reflectida nos pontos de interesse que se nos oferecem tão bem representados pelos escarpados imponentes do Douro internacional, pela serenidade majestosa dos planaltos de Miranda e de Mogadouro, ou ainda pelos contrastes quase gritantes das penedas de rocha nua, com os vales frondosos da Vilariça e recatados das Serras de Bornes, Coroa e Montesinho (parque natural) e Nogueira ou pelos maravilhosos espectáculos das amendoeiras em flor. Especial referência também à riqueza botânica e faunística que a individualizam como a área onde é possível desfrutar dos extensos carvalhais e soutos de castanheiros ou, se preferirmos, uma “natureza menos domada pelo homem”. |
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Aqui, onde o olhar se perde entre o azul e os verdes, um salto e um voo. Numa breve referência aos diversos aspectos do património do Nordeste, cabe especial destaque à sua riqueza botânica e faunística. À riqueza botânica corresponde uma não menos rica fauna quer de aves quer de mamíferos, para apenas citar estes dois grupos. De facto, espécies como a águia real, a cegonha negra, o grifo, o corço, o veado, o javali, a raposa e o lobo são relativamente abundantes nestas paragens, nas quais, beneficiando do baixo índice de poluição existente, a fauna piscícola apresenta também grande importância. Tal é o caso da truta que se pode encontrar em quase todos os cursos da água da região. Relacionada com esta riqueza animal cabe uma menção especial à caça e à pesca, cujo papel como motor do turismo já não necessita ser demonstrado e cuja importância no Nordeste Transmontano é de sublinhar, quer no que respeita à pesca à truta, quer no tocante à caça à perdiz e à lebre, às montarias ao javali e, num futuro que se deseja próximo, à caça de aproximação ao corço e ao veado. A caça no Nordeste é uma riqueza que pode contribuir para apoiar a agricultura, valorizar o Turismo, proporcionar recreio, e para a ocupação dos tempos livres. |
| Uma festa de sabores! Também no campo da gastronomia o Nordeste Transmontano, tem um mundo desconhecido a oferecer aos seus visitantes. Conservamos ainda a tradição de pratos típicos que as nossas gentes criaram. A nossa culinária, sem requintes balofos de modernidade, traz consigo o gosto milenar de gerações passadas. Sem esgotar toda a nossa variedade, salientamos algumas iguarias dignas de ir à mesa do rei. De entre elas salientamos a já famosa posta à mirandesa, o cozido à transmontana, o cabrito branco de Montesinho, os derivados do fumeiro - sobressaindo as alheiras, o presunto, o salpicão, o chouriço de pão azedo, o butelo, o chaviano, a chouriça, as costeletas de lombo de porco de salmoura. Também os folares da Páscoa são uma especialidade. A caça ao coelho e perdiz, e a pesca à truta, para além de constituírem notáveis actividades que chamam a esta Região milhares de nacionais e estrangeiros, são manancial de outras variedades gastronómicas a não perder. Os vinhos regionais completam toda esta riqueza gastronómica. |
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